História

Já em 1996 eu com um grupo de pessoas comprei uma terra com recursos próprios e já naquela época tentamos formar uma comunidade alternativa em SC onde eu “doaria” o local para cada um dos integrantes fazer a sua moradia , uma comuna sem líderes, somente com o bom senso comum, buscando da autossustentação e fazer, além de um centro terapêutico um de preservação ambiental. Assim como o colega Ivan em 2016, 20 anos depois tentou da mesma forma, na Serra catarinense, mas por motivos que escapavam a cada um dos integrantes e a nós mesmos não se concretizaram, talvez porque todos ainda tínhamos que aprender muitas coisas e encontrar uma forma para que pudesse sair da mente, agir e construir, cooperar, assim como acreditar que é possível. Lamentavelmente até os dias de hoje a esmagadora maioria não consegue vencer o medo de sair do “sistema”, se sentem “inseguros” e outros porque barraram no egoísmo ou somente buscam se aproveitar das condições do grupo em beneficio próprio, mais uma vez colocando o individualismo em primeiro plano. Mas o principal problema é ainda a identificação com os valores do “sistema”, gostam da ilusão que este lhes vende, medem o êxito e a felicidade pelo que se tem e não por como se vive e como se sente. Não acreditamos que estas comunidades sejam possíveis até as pessoas “desistam” totalmente do “mundo”, se fartem de tentar ser felizes com a ilusão, e descubram que para ser feliz de verdade devem se reconectar com a natureza. Mas não é fazendo trilhas e passeios no meio dela, e sim “sentindo” a “CONEXÃO”, se alimentando desta energia cósmica, sabendo que você faz parte do todo, que não há ninguém acima e sim espalhado em cada uma das moléculas da existência. Mas para conseguir esta conexão tem que sair do ego, das comparações e principalmente transformar o sonho individual em um sonho coletivo, sem grandes líderes, sem gurus, sem mestres, somente entre irmãos! Hoje com toda a experiência que ganhamos na caminhada e com novos integrantes, novas perspectivas, mais sabedoria e principalmente com uma nova visão de compartilhar e tendo a certeza que todos os relacionamentos saudáveis são aqueles aonde existe o equilíbrio entre o dar e o receber, assim como o merecimento e o reconhecimento. Além de hoje termos um tesouro! Um embasamento jurídico, graças ao trabalho de arqueologia jurídica do Ivan que nos dá as ferramentas legítimas de como “surfar no sistema” e garantir a cada um dos participantes a sua individualidade, liberdade e principalmente seu investimento. Sem afronta à Lei do Estado, superando o estado das coisas enquadradas, limitadas e legisladas pelo Estado. Estamos trabalhando na criação desta proposta já faz um tempo e finalmente conseguimos dar uma forma, uma fórmula específica para cada situação concreta, para cada terra a ser libertada. E também somente agora nos encontramos com um novo despertar do Co-housing, não só na América e na Europa como em todo o mundo (no nosso caso rural e produtivo). Acreditamos que podemos interagir, trocar e fundir conceitos com esta tendência para nos satisfazer plenamente naquilo que buscamos, que vai muito mais profundo.